sexta-feira, 8 de abril de 2011
Inteiramente toda
Uma boca olhando olhos negros beijando mãos caminham por campos de nuvens dentes afagam cabelos choram pés escrevem por céus de lajota sorrisos espalham lágrimas tortas sapatos desejam caminhos mais curtos Totalmente inteira por trás de quem chora caiu na rua tropeçando na estrela
Vidro e sangue
Infames dormem na sujeira que abrigam na alma. Cortam a paisagem com lâmina feroz. Bebem o impossível do sangue amarrados em farpas de arame. As vozes que zumbem são suas mortes galopantes. Seus amores escorrem pelas frestas e amarras.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Colo de pedra
Ah,as ondas molham as palavras,
perseguem meus calcanhares
enquanto corro.
Vou catando meus rostos
no chão entre os gritos
das sombras.
Ah,as ondas atravessam-me,
toda carne chora
enquanto luto com as pedras.
A areia me engole e cospe
de volta,
faço coisas estranhas.
Ah,vou cortar meus braços
e pernas,
e também as asas.
Vou acordar novamente
para saber
quem sou.
perseguem meus calcanhares
enquanto corro.
Vou catando meus rostos
no chão entre os gritos
das sombras.
Ah,as ondas atravessam-me,
toda carne chora
enquanto luto com as pedras.
A areia me engole e cospe
de volta,
faço coisas estranhas.
Ah,vou cortar meus braços
e pernas,
e também as asas.
Vou acordar novamente
para saber
quem sou.
Chuva
Música que me leva
tão distante,
que me faz sonhar...
Voa comigo por lugares
estranhos
sem descrição...
Música que me faz
girar as horas
por entre os dedos...
Será mesmo o
som do
velho piano?
Música é
Deus brincando
com gotas de água.
tão distante,
que me faz sonhar...
Voa comigo por lugares
estranhos
sem descrição...
Música que me faz
girar as horas
por entre os dedos...
Será mesmo o
som do
velho piano?
Música é
Deus brincando
com gotas de água.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
As linhas entre o fio
Para que tú saibas que há
um muro de gelo,
sou tua sombra dançando
na tempestade.
E a matança que se reprime
no sangue dos teus ódios,
sou eu que desenho
cada passo.
O que asfixia,certamente
sou eu na tua garganta.
O que gagueja tenso;
te faz falar por sílabas.
A mais negra noite para
uma subjugada situação
de carinho;
outro artifício que crio.
Mas quando sonhas para
longe dos meus desequilíbrios,
corta-me a corda
com teus espaços infinitos.
um muro de gelo,
sou tua sombra dançando
na tempestade.
E a matança que se reprime
no sangue dos teus ódios,
sou eu que desenho
cada passo.
O que asfixia,certamente
sou eu na tua garganta.
O que gagueja tenso;
te faz falar por sílabas.
A mais negra noite para
uma subjugada situação
de carinho;
outro artifício que crio.
Mas quando sonhas para
longe dos meus desequilíbrios,
corta-me a corda
com teus espaços infinitos.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Contra
Erram passos pés descontentes;
batem cascos,solas,saltos,
essa gente estúpida!
Eu corro,empurro toda multidão.
Vou de encontro
a onda gigante de pés marchantes;
cortando,abrindo espaço.
Caio de cara aberta,rosto feio,
pisoteado,
e vou sendo consumido,
pelos mil pés esmigalhado,
e vou virando sonho em pasta.
batem cascos,solas,saltos,
essa gente estúpida!
Eu corro,empurro toda multidão.
Vou de encontro
a onda gigante de pés marchantes;
cortando,abrindo espaço.
Caio de cara aberta,rosto feio,
pisoteado,
e vou sendo consumido,
pelos mil pés esmigalhado,
e vou virando sonho em pasta.
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