quinta-feira, 29 de março de 2012

Corpo e alma

Projetam-se no vazio,estampados,
estes rostos frios de olhos desertos.
São vozes que murmuram insistentes,
loucos e surdos tentam apedrejar
nossas almas enquanto voamos
no alto.Choramos por eles,e nossas
lágrimas ao tocarem seus corpos em chamas
refrescam um pouco sua loucura e surdez.
 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Por ela

Por ela eu deixo de mim.
Deixo de andar vadio
pelos cantos,
de amar qualquer um
e cantar pelos becos.

Por ela eu jogo fora
o meu jeito.
Eu esqueço de ser
quem já fui
tanto tempo.

Mas se não for
por ela não confie
no que digo.
Eu minto até
para mim.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Balada de sangue e sol

O corpo solto corre pela linha
de todo dia.
Senhoras e senhores,
o corpo.
Uma cabeça que há de
ficar extraviada de tanta
paixão.
Não há caminho.Não há nada.
O corpo vai e vem
fazendo sombra.
Súbito para,sonha e envelhece.
 Não é morte.É desejo.
Não é morte.É desejo.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Gente que passa

A gente passa pulando
a cerca,roubando sonhos,
deixando histórias
e uma canção
prá recordar.

A gente é feito do mesmo
jeito,da mesma terra;
acende o fogo,
bebe a água,
respira o ar.

A gente erra,a gente
fere como outros tantos.
Com muita
sorte a gente chega
em algum lugar.

As nossas sombras

Escuta no surdo instante
o peso das vozes que sussurram.
Ressoa como se partisse
a terra em pedaços grandes.
Apenas ouve.
Ouve o lamento que atordoa
e vai crescendo atrás de você.

 Porque a insanidade é particular
e somos todos loucos.

Pode correr agora.Tropeça nas pedras
e galhos.
Foge dos gritos que envolvem
sangue e espírito.
Cai agora de joelhos,
deixa elevar o espírito.
Liberta as lágrimas aprisionadas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

santificado nas esquinas por aí

Aquela alma se retorce lenta.
Em uma esfera assombrosa
cai na escuridão.
Aquela alma chora e não
sabe quando é o fim.
É tanto medo que envolve
o tempo é ruim;
a chama ardente queima
o resto que ainda resta
de um pobre coração.

O frio cobrindo os ossos
é gelo sobre o peito,
nem sabe,nem suporta
caber mais em si mesmo.
É o vento,o gelo,o sangue
que secou.
Partiu seus lábios com
duras palavras,
caíram dos seus braços
tudo o que passou.

É noite agora,e bem mais tarde
já se foi.O tempo inteiro é pouco
onde esse prisioneiro
quer tentar viver.
Os homens se protegem
das suas misérias procurando
alguém.
Fumaça, os olhos cegos tentam
encontrar a placa no caminho
 mostrando a razão.

.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Hoje nunca foi um dia



Minhas mãos atravessam
o nada e voltam a sumir.
Meus pés estão fracos
e perdem cada segundo.

Apenas uma fração
de voz pequenina.
Hoje nunca foi
um dia.